quarta-feira, 2 de abril de 2008



PARA MINHA CIGANA

Saudade quanta saudade

Guardada em minha lembrança

De tanta felicidade

Salpicada de esperança

Daquelas noites tão belas

Bailando à luz do luar

Voz de violinos chorando

Olhar da cigana a me olhar

Ardentes como a fogueira

Faíscas negras no ar

Brilhando na lua cheia

Claro convite a amar

Rodando em doce ilusão

Tecendo dourados sonhos

Mas a cobrança da vida

Derrubou o castelo risonho

Então cigana querida

Veio a separação

Mas saiba que nesta vida

Não segues sozinha não

Cigano eu ainda sou

Cigano do amor

E o olhar da minha cigana

Eu sigo por onde ela for

Canta cigana canta amor esperança

Canta cigana canta paz bonança

Explica a nossa doutrina de luz

Quem canta amor não se engana

Agora és outra cigana

És cigana de Jesus

Cigano

Guarujá,06/05/89

Direitos Autorais Reservados

Marisa Cajado/Cancioneiros do Infinito

por inspiração de Um cigano

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